sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Physalis: bela, saborosa e medicinal.




PHYSALIS


 
A physalis é uma fruta bem interessante: considerada exótica, é encontrada no mercado a preços elevados, mas, apesar disso, no Norte e Nordeste do nosso país ela é comum nos quintais e chamada por nomes bem brasileiros: camapum, joá-de-capote, saco-de-bode, bucho-de-rã, bate-testa e mata-fome.

 
Essa variedade nativa é a Physalis angulata, da família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas. Originária da Amazônica e dos Andes, a physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia.

 
Na Colômbia, é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki. É uma planta arbustiva, que pode chegar aos dois metros de altura. As frutas são delicadas, pequenas e redondas, com coloração que vai do amarelo ao alaranjado, envolvidas por uma folha fina e seca, em forma de balão. Com sabor doce, levemente ácido, a physalis é consumida ao natural e usada na preparação de doces, geléias, sorvetes, bombons e em molhos de saladas e carnes. É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcalóides e flavonóides.

 
Seu lado medicinal não deixa a desejar: é conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazônia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado.

 
A planta tem sido estudada também por fornecer um poderoso instrumento para controlar o sistema de defesa do organismo, diminuindo a rejeição em transplantes e atacando alergias. Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia identificaram substâncias com esse potencial na Physalis angulata e já solicitaram patente sobre o uso delas. Testadas por enquanto em camundongos, espera-se que as fisalinas (chamadas de B, F e G) tenham um efeito tão bom quanto o das substâncias usadas hoje para controlar o sistema imune, mas com menos efeitos colaterais, quando forem usadas em pacientes humanos.

 
"Em geral, ela é usada na forma de chá ou infusão", diz Milena Soares, pesquisadora da Fiocruz. A erva cresce na América Latina e na África, e as moléculas que produz, as fisalinas, atraíram a atenção dos cientistas porque pertencem ao grupo dos corticosteróides, usados hoje para controlar o sistema imune. "Essas substâncias já tinham sido descritas, mas nós fomos os primeiros a estudar suas propriedades", conta Soares. O trabalho foi publicado na revista científica "European Journal of Pharmacology" (www.sciencedirect.com/science/). Se for comprovado que as substâncias causam menos efeitos colaterais, a pesquisadora diz que os pacientes com o sistema imune hiperativo seriam poupados de inchaços ou da diminuição da produção de células do sangue na medula óssea, causada pelos medicamentos utilizados hoje.


CULTIVO
 
A physalis é uma planta rústica, que exige poucos cuidados, e que até agora não apresentou uma doença significativa que possa ser grande ameaça ao cultivo. Desenvolve-se bem em regiões quentes, de clima tropical e subtropical, mas tolera bem o frio.


 
Antes de plantar, é aconselhável realizar análise de solo, que deve ser preparado com as mesmas recomendações para o cultivo do tomate. Os melhores solos são os areno-argilosos e pouco ácidos. A semeadura é feita em bandejas de isopor com 128 células, copos plásticos ou saquinhos de polietileno, com substrato para hortaliças, usando-se uma semente por célula, copo ou saquinho. A germinação se dá em cerca de 20 dias.

 

Quando as plantinhas estiverem com mais ou menos 20 centímetros de altura podem ser transferidas para o local definitivo. Plantam-se grupos de quatro mudas, distantes 30 centímetros uma da outra, em forma de quadrado (uma planta em cada canto). No centro, coloca-se uma vara de bambu ou madeira com cerca de dois metros de altura, para que as plantas sejam amarradas até o final da produção. O espaçamento entre as linhas é de dois metros. A colheita começa quatro meses depois do plantio e estende-se por seis ou oito meses. Cada planta produz até três quilos de frutas.

 
Curiosidades sobre a Physalis

 
* No Brasil, a variedade nativa é a Physalis angulata

 
* No Japão, existe variedade de cor vermelha chamada hosuki. Lá, anualmente, acontece a Festa do Hosuki

 
* As variedades capsicifolia, esquirolii, lanceifolia, linkiana e ramosissima encontram-se espalhadas pela América, Europa e Ásia

 
* Apesar de ser bastante rústica e exigir poucos cuidados, é imprescindível o controle de insetos a partir da floração

 
* Utilizando-se o tutoramento, como nos plantios de tomate ou pimentão, é possível obter uma produção maior em menos tempo

 
* A physalis também é utilizada como tira-gosto em degustações de vinho

 
* Na Austrália, a physalis rende uma conserva fina exportada para vários países

 
* Em Paris é servida em restaurantes elegantes, coberta com chocolate

 
* Estudos científicos recentes estão revelando que a planta apresenta forte atividade como estimulante imunológico e efeito antiviral contra os vírus da gripe e herpes. Contém alto teor de vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de flavonóides, alcalóides, fitoesteróides, alguns recém descobertos pela ciência

 
* A physalis é rica em carotenóides. Os carotenóides estão na lista dos compostos bioativos considerados funcionais, ou seja, aqueles capazes de prevenir doenças. São corantes naturais capazes de afastar males como cegueira noturna, catarata e até câncer

 
* A fruta também pode ser encontrada no comércio em forma liofilizada em cápsulas.

 

Ficha da Planta

Plantio: qualquer época do ano

 
Solo: areno-argiloso, rico em matéria orgânica e com pH entre 5,5 e 6

 
Clima: tropical e subtropical, mas tolera bem o frio

 
Colheita: a partir de 120 dias depois do plantio das sementes; pode estender-se por um período de por seis ou oito meses. Cada planta produz até três quilos de frutas.

 
Receita deliciosa com Physalis

 
Quem quiser experimentar esta delícia de fruta, pode preparar a receita criada pelo site www.physalis.com.br - Aí vai:

 
Kudamono (Sashimi de physalis)

 
Ingredientes: 4 bananas nanicas, 2 maçãs, 8 physalis, 2 carambolas, 8 cerejas, 2 laranjas, açúcar de confeiteiro o quanto baste, 300 ml de creme de leite fresco, 300 ml de leite integral, 80 g de açúcar, 1 fava de baunilha, 2 colheres de sopa de maisena (rasa), 4 gemas.

 
Modo de fazer: Misture o creme de leite e o leite e acrescente a fava de baunilha aberta e raspada. Leve ao fogo e retire antes de levantar fervura, reserve. Bata as gemas com o açúcar e a maisena e dilua o composto com o creme de leite e o leite reservado. Leve ao fogo brando e mexa ate alcançar a textura desejada, reserve. Distribua o creme de baunilha no centro de cada prato e decore com as frutas devidamente trabalhadas, salpique com o açúcar de confeiteiro.

 
Fontes de Pesquisa: Revista Globo Rural, Revista Isto É, Universidade de Los Andes e Depto. Ministério de Agricultura y Desarrojo de Colômbia, Plantas Medicinales, www.anbio.org.br e www.physalis.com.br

 

 

 


  

O VALOR DA ALIMENTAÇÃO


 
Situação Problema

 
As nossas crianças precisam aprender que comer bem é questão de hábito. Devemos nos alimentar adequadamente, com produtos naturais. Saudáveis, ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais. As frutas e verduras estão ao nosso alcance. Nosso objetivo é manter mente e corpo saudáveis. É bom lembrarmos que o momento da alimentação é de união, confraternização na família.

 
Pagamos o imposto dos alimentos que ingerimos?

 
Que alimentos básicos e os bens essenciais a vida devem ser tributadas?

 
Objetivos

 
Sensibilizar as crianças sobre a importância dos alimentos. Analisar sobre o desperdício de alimentos e o peso dos tributos sobre esses alimentos. As dificuldades enfrentadas por tantas pessoas que não possuem alimentação. Recuperar valores, ensinando ao aluno que os alimentos que sobram nas panelas poderão saciar a fome de outros, enquanto que o alimento desperdiçado no prato não poderá ser reaproveitado.

 

 

 
Atividades sugeridas

 

o Trabalhar paródias de músicas conhecidas.

o Plantio de uma horta na escola com verduras e legumes para que os alunos troquem informação.

o Escrever num cartaz os alimentos prediletos dos alunos.

o Estudar sobre a importância desses para a saúde.

o Escrever dicas e colocar nos cadernos para as mães.

o Trabalhar a questão das guloseimas.

o Solicitar que cada aluno traga a receita que sua mãe prepara e você gosta. (doce ou salgado)

o Você poderá elaborar com seus alunos um caderno de receitas para presentear as mães.

o A importância do valor nutritivo dos alimentos.

o Trabalhar os alimentos e os órgãos de sentidos por meio de jogos, caça-palavra,adivinhações, mímicas.

o Confecção de murais sobre os diferentes tipos de alimentos e a tributação de cada um.

o Montar uma feira interna na escola.

o Calcular o valor de uma alimentação.

o A importância da alimentação para o preparo físico.

o Trabalhar com os alunos sobre a importância dos tributos, aplicação e como os alunos acreditam que devam ser aplicadas em sua comunidade.

 
Conteúdos

 
Ciência

 
História dos alimentos

 
Produtos naturais e industrializados

 
Conservação

 
Composição de alimentos

 
Cultivo de alimentos

 
Cultivo de hortaliças

 
Agrotóxicos

 
Hábitos de Higiene

 
Sentido: olfato, visão, paladar, tato.

 
Português: expressão oral e escrita

 
Discriminação visual

 
Listagem

 
Matemática (peso, custo, safra, custo)

 
Artes: cor dos alimentos

 
Livros

 
Turma da Mônica em Boas Maneiras. Flv ( inserir) ou colocar o link

 
SITE

 
Site: www.leaozinho.receita.gov.br

 
http://www.cienciaviva.org.br/arquivo/cdebate/003nutricao/historia.html

 

 

 

 

 

Um comentário:

  1. Olá, blogueiro (a),



    Salvar vidas por meio da palavra. Isso é possível.



    Participe da Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Divulgue a importância do ato de doar. Para ser doador de órgãos, basta conversar com sua família e deixar clara a sua vontade. Não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento.



    Acesse www.doevida.com.br e saiba mais.



    Para obter material de divulgação, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br



    Atenciosamente,

    Ministério da Saúde
    Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/minsaude

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